Ricardo é recém-formado em Licenciatura em Matemática por uma universidade pública e, ao concluir seu curso, foi contratado para lecionar no 9º ano do Ensino Fundamental em uma escola inovadora na capital de seu estado. Durante a graduação, Ricardo teve contato com algumas ferramentas digitais, mas seu foco maior sempre esteve em dominar os conteúdos matemáticos e as práticas tradicionais de ensino. Na entrevista de emprego, demonstrou segurança ao falar sobre a importância do raciocínio lógico e da resolução de problemas, mas teve dificuldades ao ser questionado sobre estratégias de ensino híbrido, plataformas de aprendizagem e personalização do ensino por meio da tecnologia.
Ao chegar em sua nova sala de aula, Ricardo percebeu que cada aluno dispunha de um tablet fornecido pela escola, com acesso a um ambiente virtual de aprendizagem que integra jogos educativos, trilhas de aprendizagem personalizadas e ferramentas de colaboração online. No entanto, sua primeira aula seguiu um formato expositivo tradicional, utilizando o quadro branco para resolver equações e solicitar que os alunos copiassem os exemplos. Muitos estudantes demonstraram desinteresse, desviando a atenção para os tablets ou conversando entre si.
No final do dia, Ricardo participou de uma reunião pedagógica onde foi informado de que a escola adota o modelo de sala de aula invertida e valoriza práticas pedagógicas que integrem tecnologias digitais de forma ativa. Ele saiu da reunião preocupado, pois percebeu que precisará rever sua abordagem de ensino e buscar formas de utilizar os recursos digitais disponíveis para engajar os alunos e atender às expectativas da escola. Além disso, sentiu falta de um espaço de apoio para discutir suas dificuldades e compartilhar experiências com outros professores em relação ao uso das tecnologias digitais na prática pedagógica.
Bibliografia Básica:
CHARTER, Roger. Cultura escrita e mundo digital: mutações, desafios e perspectivas. In: BOTO, Carlota. (org.) Cultura Digital e Educação. São Paulo: Contexto, 2023. p. 57-85.
HESS, Frederick M.; GIFT, Thomas; CULLINANE, Mary. School of the Future and High School Redesign. In.: CULLINANE, M.; HESS, Frederick M. (Edited) What Next? Educational Innovation and Philadelphia’s School of the Future. Havard Education Press: Cambridge, MA, 2010. p. 1-19.
GORDON, David T. Curriculum Access in the Digital Age. In.: GORDON, David T. Better Teaching and Learning in the Digital Classroom. Havard Education Press: Cambridge, MA, 2003. p. 79-91.
PINTO, A. V. O conceito de tecnologia. São Paulo: Contraponto, 2008. v. 1
SOUZA, Robson Pequeno de; MOITA, Filomena da MC da SC;
CARVALHO, Ana Beatriz Gomes (Orgs.). Tecnologias
digitais na educação. Campina Grande: EDUEPB, 2011.
Bibliografia Complementar:
SILVA, E. N.; LIMA, F. J. de. Tecnologias digitais na formação de professores: um panorama de pesquisas apresentadas no encontro nacional de educação matemática. Boletim Cearense de Educação e História da Matemática, [S. l.], v. 8, n. 23, p. 892–905, 2021. DOI: 10.30938/bocehm.v8i23.4868. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/BOCEHM/article/view/4868. Acesso em: 24 mar. 2025.
Formação de professores e o uso das tecnologias
digitais na sala de aula. Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo
Horizonte, v. 13, 2023. DOI: 10.35699/2237-6658.2023.26785. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/moci/article/view/26785.
Acesso em: 24 mar. 2025.
Perguntas:
Qual a definição de Tecnologias Digitais?
Em
que sentido as Tecnologias Digitais se diferenciam das Tecnologias da
Informação e Comunicação e das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação
e de que forma estes conceitos mudam a maneira como se percebe a Educação?
Como a formação inicial de professores pode integrar práticas pedagógicas com tecnologias digitais para preparar os futuros docentes para ambientes escolares inovadores?



