quarta-feira, 28 de maio de 2025

Propostas para os temas dos artigos - entrega até 16 de julho

Sobre o artigo (paper). Deverá ser de 10 a 15 páginas, sobre temática da área do problema desenvolvido. O artigo será individual para os alunos regulares, e em duplas ou trios para os alunos de domínio conexo, devendo ser submetido a algum evento e/ou periódico da área. 

Temas:

a. A evolução das tecnologias da cultura escrita e digital na educação – Análise histórica e conceitual sobre como a transição do impresso para o digital impactou os processos educativos.

b. Multiletramentos e ensino: desafios e possibilidades na cultura digital – Reflexões sobre a necessidade de práticas pedagógicas que contemplem múltiplas formas de linguagem e comunicação mediadas por tecnologia.

c. Metodologias participativas e tecnologias educacionais: inovação no ensino presencial, híbrido e a distância – Investigação sobre como abordagens pedagógicas inovadoras podem potencializar o ensino em diferentes modalidades.

d. Recursos digitais na educação: análise crítica do impacto na aprendizagem – Discussão sobre o uso de plataformas, softwares e ferramentas digitais no ensino e seus efeitos no desempenho dos estudantes.

e. Avaliação da aprendizagem em ambientes digitais: desafios e estratégias – Estudo sobre métodos avaliativos que incorporam tecnologias digitais e suas implicações na personalização do ensino.

f. A formação docente frente às tecnologias educacionais – Análise sobre como a formação de professores influencia a adoção e a eficácia das tecnologias no ensino.

g. Gamificação e ensino de linguagens: uma abordagem baseada em tecnologia – Pesquisa sobre como a gamificação pode ser aplicada para o ensino de práticas de linguagem e letramento digital.

h. Inclusão digital e equidade educacional: barreiras e oportunidades – Investigação sobre o acesso às tecnologias na educação e estratégias para promover maior equidade digital.

i. Cultura digital e letramento crítico: o papel da escola na formação de cidadãos digitais – Reflexão sobre como a educação pode preparar os alunos para interpretar, criar e interagir criticamente em ambientes digitais.

j. Educação significativa e contextualizada com tecnologias digitais: tendências e desafios – Estudo sobre como inteligência artificial, análise de dados e plataformas adaptativas podem contribuir para um ensino mais personalizado.


PBL Tema 9 - Docência na cultura digital

Nas aulas de Matemática de uma turma do oitavo ano, a docente Juliana desenvolve uma metodologia de ensino focalizada na transmissão de conhecimentos. Para tanto, utiliza como recurso unicamente o quadro branco e o livro didático. A integração das tecnologias digitais é um desafio para a sua prática pedagógica, visto que não considera necessário utilizar outros recursos ou interfaces para agregar no exercício docente.

Os estudantes, por sua vez, vivenciam o dia a dia com acesso à internet e às redes sociais, consumindo todas as informações que são expostas e compartilhadas, mas também construindo conhecimento a partir da interação e do acesso às informações permeadas pela cultura digital. Por outro lado, a escola considera necessário refletir acerca das mudanças culturais e, para tanto, compreende a necessidade de valorizar a cultura digital frente ao processo de ensino e aprendizagem, levando em consideração a imersão dos alunos em tal cultura.

Ressalta-se ainda que, quando discutido em reunião acerca da necessidade de acrescentar no planejamento a utilização das tecnologias digitais em sala de aula, muitos professores apresentam resistência. Contudo, a gestão e coordenação da escola estão focadas em promover o preparo necessário para que os professores desenvolvam um trabalho que integre a cultura digital em sala de aula por intermédio das tecnologias digitais. Os professores, em sua grande maioria, sentem total insegurança por nunca terem usado em suas aulas tais tecnologias, e alguns deles preferem permanecer sem as utilizar. Entretanto, existe a cobrança pela gestão e coordenação da escola para tal aplicabilidade.  

Levar em consideração uma aprendizagem que integre a cultura digital e propicie a construção coletiva do conhecimento por intermédio da participação e interação é um grande desafio dessa sala de aula. Refletindo ainda em discentes que não possuem uma reflexão crítica quanto à vivência na cultura digital e que também não apresentam interesse pela metodologia desenvolvida pela professora em sala de aula, resultando cada vez mais no desânimo dos estudantes no que se refere ao interesse pela matemática. Tais problemáticas instigam a professora Juliana a repensar a sua prática docente e trazer uma ressignificação para o seu trabalho frente a uma nova maneira de pensar e vivenciar o ensino, permeada pela cultura digital e o acesso a diversas tecnologias digitais.

Questões:

1 Qual o conceito de docência?

2 Qual a relação existente entre cultura digital e tecnologias digitais?

3 Como integrar a cultura digital à prática docente, considerando os desafios que permeiam o preparo do professor desde a formação inicial à formação continuada?

4 Como pensar um processo de ensino e aprendizagem que instigue a reflexão crítica dos estudantes mediante a imersão na cultura digital permeada pelo acesso às tecnologias digitais?

 

Bibliografia básica:

SÚNEGA, P. B. C; GUIMARÃES, I. V. A docência e os desafios da cultura digital. Revista Reflexão e Ação, Santa Cruz do Sul, v. 25, n. 1, p. 178-197, Jan./Abr. 2017. DOI: 10.17058/rea.v25i1.7856. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/7856. Acesso em: 27 maio 2025.  

PIMENTEL, F. Perspectivas da cultura digital. In:_. A aprendizagem das crianças na cultura digital. 2ª ed. rev e ampl. Maceió: EDUFAL, 2017. p. 31-75.

SILVA, E. N.; LIMA, F. J. de. Tecnologias digitais na formação de professores: um panorama de pesquisas apresentadas no encontro nacional de educação matemática. Boletim Cearense de Educação e História da Matemática, v. 8, n. 23, p. 892–905, 2021. DOI: 10.30938/bocehm.v8i23.4868. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/BOCEHM/article/view/4868. Acesso em: 10 maio. 2025.

LOMBA, M. L. R; SCHUCHTER, L. H. Profissão docente e formação de professores/as para a educação básica: reflexões e referenciais teóricos. Educação em revista, Belo Horizonte, v. 39, p. 1-17, 2023. DOI: https://dx.doi.org/10.1590/0102-469841068 Disponível em: https://www.scielo.br/j/edur/a/KbTZcBtWfmrfbP7GvFHkFjq/. Acesso em: 28 maio 2025.


quarta-feira, 21 de maio de 2025

PBL Tema 8 - Avaliação e RDE

A professora Helena sempre teve um carinho especial pela turma do 7º ano B. Eram alunos curiosos, cheios de energia, mas ultimamente algo a estava preocupando: a maioria da turma estava com dificuldade em Matemática, principalmente em conteúdos como frações, porcentagem e resolução de problemas. Apesar de suas explicações e exercícios, os resultados nas atividades e provas continuavam baixos.   Além disso, muitos alunos pareciam desmotivados. Helena começou a se perguntar: “O que será que está acontecendo? O que posso fazer diferente para alcançar meus alunos?” Foi então que, durante uma reunião pedagógica, surgiu a oportunidade de compartilhar suas angústias com outros professores. Enquanto desabafava, a professora de Ciências comentou: “Helena, eu estava passando por algo parecido com os conceitos de ecossistemas. Só consegui engajar minha turma depois que comecei a usar Recursos Educacionais Digitais. Já tentou?” Helena ficou curiosa. Ela nunca tinha usado muitos Recursos Educacionais Digitais em suas aulas, ficando somente em suas aulas em apresentação no projetor. Foi então que, naquela mesma reunião, o professor de História apresentou alguns exemplos que ele usava, como quizzes interativos no Kahoot, vídeos com atividades no Edpuzzle, jogos de Matemática no GeoGebra e tarefas personalizadas no Google Sala de Aula. A  partir deste momento, mesmo sem muita familiaridade, Helena decidiu tentar, mas ainda sem saber como usar os RDE na avaliação para a aprendizagem.

Perguntas:

  1. Qual o conceito de avaliação para aprendizagem e da aprendizagem?
  1. Como a avaliação para a aprendizagem pode contribuir para que o professor identifique as dificuldades dos alunos e ajuste sua prática pedagógica que os alunos aprendam? 
  1. De que forma a abertura da professora Helena para ouvir os colegas e experimentar novas abordagens revela a importância da formação continuada e da colaboração entre professores?

 

Referências Básicas:

ALVES, Rejane de Oliveira, FONSECA, Edna Telma e SILVA VILAR . Avaliação para aprendizagem e suas implicações no planejamento pedagógico. Revista Administração Educacional - CE - UFPE Recife-PE, V.15 N.01 p36-55, jun/jul 2024 ISSN:2359-1382 DOI http://doi.org/10.51359/2359-1382.2023.263076

MARINHO, Paulo , FERNANDES, Preciosa  e PIMENTEL, Fernando . The digital portfolio as an assessment strategy for learning in higher education. Distance Education, 2021. 42:2, 253-267, DOI: 10.1080/01587919.2021.1911628.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem Escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 2011.

MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. Campinas: Papirus, 2013.

 

Referências complementares:

BRASIL. Ministério da Educação. Referenciais de Qualidade para Recursos Educacionais Digitais. Brasília: MEC, 2011.

BLACK, Paul; WILIAM, Dylan. Inside the Black Box: Raising Standards Through Classroom Assessment. Phi Delta Kappan, 1998.

IMBERNÓN, Francisco. Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2011.

NASCIMENTO, Edinardo. Gamificação E Tecnologias Digitais No Ensino De Matemática: Ferramentas Para Engajamento E Aprendizagem Significativa. Revista Tópicos, V. 3, N. 18, 2025.


quarta-feira, 14 de maio de 2025

PBL Tema 7 - Multiletramentos e tecnologia

Em uma escola localizada em uma comunidade agrícola, os estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio são usuários ativos de redes sociais como TikTok, Instagram, WhatsApp e YouTube. Apesar do acesso à internet ser limitado em algumas casas, muitos alunos utilizam os dados móveis de seus celulares para interagir, produzir e consumir conteúdos digitais diariamente.

Por outro lado, um grupo de professores da escola enfrenta dificuldades em integrar essas tecnologias e linguagens digitais às suas práticas pedagógicas. Muitos não se sentem preparados para lidar com os novos letramentos exigidos pela cultura digital, como o uso de vídeos curtos, memes, podcasts ou a leitura crítica de conteúdos multimodais.

A Coordenação propõe à escola um projeto interdisciplinar que desafie os professores a desenvolver aulas baseadas nos multiletramentos e nas linguagens das redes sociais, utilizando os conhecimentos e experiências digitais dos alunos para aproximar os conteúdos escolares da realidade vivida por eles. Os professores ficam apreensivos com essa proposta, porém aceitam o desafio.

Nesse contexto, os professores passam a ser instigados a criar estratégias de ensino que dialoguem com o uso das redes sociais pelos alunos, promovendo a leitura crítica, a produção multimodal e o protagonismo juvenil, mesmo em um contexto rural com acesso tecnológico limitado.

Perguntas para aprofundamento:

1. Qual o conceito de Multiletramentos?

2. De que maneira os multiletramentos podem contribuir para transformar práticas pedagógicas “tradicionais” em práticas mais inclusivas e conectadas às vivências digitais dos alunos, especialmente em contextos rurais com acesso limitado à tecnologia?

3. Como os conceitos de interatividade e multiletramentos, discutidos por Rojo, podem orientar os professores a criarem experiências de aprendizagem em que os alunos se tornem autores e protagonistas no uso das linguagens das redes sociais no ambiente escolar?

4. Quais desafios e possibilidades se apresentam para a formação docente quando se busca integrar as TICs e os multiletramentos ao currículo, considerando as desigualdades de acesso e os diferentes níveis de letramento digital entre professores e estudantes?

Referências: (disponíveis no drive da disciplina)

ROJO, Roxane; MOURA, Eduardo (Orgs.). Letramentos, mídias, linguagens. São Paulo: Parábola Editorial, 2019.

ROJO, Roxane (Org.). Escol@ conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola Editorial, 2013.


1. Qual o conceito de Multiletramentos?
R. De acordo com Rojo, os multiletramentos referem-se a multiplicidade de culturas e diversidade de linguagens e textos em suas diferentes modalidades. A autora aponta para as “duas ordens de  significação: a da multimodalidade e das diferenças socioculturais” enfatizando que tal conceito não pode ser traduzido de forma direta, porém, pode-se dizer que os multiletramentos estão “ligados a recepção e produção de textos/discursos em diversas modalidades de linguagem, mas que remetem a duas características da produção e circulação dos textos/discursos hoje – a multissemiose ou a multimodalidade devido principalmente às novas tecnologias digitais e a diversidade de contextos e culturas em que esses textos circulam.
2. De que maneira os multiletramentos podem contribuir para transformar práticas pedagógicas “tradicionais” em práticas mais inclusivas e conectadas às vivências digitais dos alunos, especialmente em contextos rurais com acesso limitado à tecnologia?
R. A partir do conceito de multiletramentos, a autora faz um convite para romper com as práticas tradicionais de ensino como uma forma de compreender que a sala de aula não pode continuar com a mesma metodologia diante de jovens que estão imersos num mundo tecnológico. Por meio do uso dos diferentes tipos de textos e linguagens e diversidade de culturas que eles tem acesso, é possível ao professor trazer atividades voltadas para essa análise. Desse modo a autora aborda sobre a necessidade dos professores se tornarem produtores de conhecimento a partir da novas ferramentas e dispositivos digitais.
3. Como os conceitos de interatividade e multiletramentos, discutidos por Rojo, podem orientar os professores a criarem experiências de aprendizagem em que os alunos se tornem autores e protagonistas no uso das linguagens das redes sociais no ambiente escolar?
R. Por meio da interatividade e os multiletramentos é possível transformar a sala de aula em um lugar dinâmico e inclusivo, em que os alunos possam se tornar protagonistas de sua aprendizagem mediados pelo professor. Quando o professor reconhece a importância do desenvolvimento das linguagens digitais no cotidiano da sala voltadas para os estudantes, ele possibilita que eles participem de forma crítica e ativa na sociedade atual.
4. Quais desafios e possibilidades se apresentam para a formação docente quando se busca integrar as TICs e os multiletramentos ao currículo, considerando as desigualdades de acesso e os diferentes níveis de letramento digital entre professores e estudantes?
R. A necessidade crescente de investimento em políticas que envolva a aquisição de equipamentos tecnológicos e investimento em internet em zonas rurais. Sobretudo na necessidade de formação continuada para professores, pois como a autora enfatiza “é preciso capacitar ambos, estudantes e mestres, para que possam usufruir ao máximo das possibilidades de aprendizagem”, pois não adianta haver o investimento em recursos tecnológicos, sem que os professores não saibam utiliza-la pedagogicamente promovendo a aprendizagem dos estudantes. 





quarta-feira, 30 de abril de 2025

A nova geração de idiotas...


 

PBL Tema 6 - Recurso Educacional Digital

Maria trabalha em uma escola há 8 (oito) anos e durante toda sua prática pedagógica, fez uso apenas do quadro, de atividades impressas e do livro didático para planejar e realizar suas aulas. Apesar de perceber o desinteresse das crianças, Maria não conhecia outros meios que poderia usar para tornar suas aulas mais interessantes. e dinâmicas.

Após conversar com outros professores sobre a possibilidade do uso das tecnologias em sala de aula, acabou percebendo que sua turma se interessava muito pelas tecnologias digitais e que a maioria dos alunos sempre estavam conectados nos momentos em que não havia aula. Depois de explicar sua preocupação para a gestão, Maria foi orientada pela escola onde trabalha a procurar diferentes recursos educacionais digitais para deixar suas aulas mais atrativas, assim como foi orientada a tentar implementar esses recursos em seu planejamento. Conversando com os professores, Maria conheceu também os Recursos Educacionais Abertos (REA), o que a fez ficar cada vez mais curiosa sobre os recursos. 

Maria enfrenta o desafio de aprender sozinha a utilizar e integrar os REDs e os REAs em suas aulas. Além da dificuldade em localizar e selecionar os recursos mais adequados, também teve o desafio de adaptá-los ao seu planejamento pedagógico, visando promover uma aprendizagem mais significativa, que estimula a autonomia, a criatividade e a interação dos alunos.

Bibliografia básica

SANTANA, Bianca. Materiais didáticos digitais e recursos educacionais abertos. in: SANTANA, Bianca; ROSSINI, Carolina; PRETTO, Nelson L. (orgs). Recursos educacionais abertos: práticas colaborativas políticas públicas. Salvador: Edufba; São Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012. Acesso em: livroREA-1edicao-mai2012.pdf

HITZSCHKY, Rayssa Araújo; ARRUDA, Juliana Silva; CASSIANO, Antônia Taticlé Vieira; LIMA, Cintia Arruda; SIQUEIRA, Liliane Maria Ramalho de Castro; FILHO, José Aires de Castro. Formação docente e artefatos digitais: análise de Recursos Educacionais Digitais (RED) e a exploração de um repositório educacional digital. In: WORKSHOP DE INFORMÁTICA NA ESCOLA (WIE), 26. , 2020, Evento Online. Anais [...]. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2020. p. 369-378. DOI: https://doi.org/10.5753/cbie.wie.2020.369.

ÁVILA et Al. Concepções e princípios pedagógicos da educação com utilização de recursos educacionais digitais. Anais do 20º Congresso Brasileiro de Ensino Superior a Distância e o 9º Congresso Internacional de Educação Superior a Distância, Campo Grande, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, 2023. Disponível em: https://submissao-esud.ufms.br/home/article/view/141/26


Bibliografia complementar

MEDEIROS et Al. Recursos Educativos Digitais: Uma Revisão de Literatura em Anais de Congressos em Informática na Educação. Fortaleza, III congresso sobre Tecnologias de Educação, 2018. Disponível em:  CtrlE_2018_paper_83.pdf

ALMEIDA, Patrícia. Tecnologias digitais em sala de aula: o professor e a reconfiguração do processo educativo. Revista da Investigação às Práticas, Coimbra, v. 8, nº 1, p. 4-21, 2017. Disponível em: Tecnologias digitais em sala de aula: o professor e a reconfiguração do processo educativo | Da Investigação às Práticas: Estudos de Natureza Educacional

SANTOS, Libério Mayk Luciano; GARCIA, Anilton Salles. Recurso educacional digital como auxiliar no ensino e aprendizagem escolar. Editora Observatório de la Economía Latino Americano, Vitória, 2023. Disponível em: Recurso educacional digital como auxiliar no ensino e aprendizagem escolar 1° Edição finalizado.

Perguntas:
1. O que são os Recursos Educacionais Digital e Recursos Abertos Educacionais?

2. Como podemos tornar as aulas mais atrativas e significativas utilizando Recursos Educacionais Digitais acessíveis e gratuitos?

3. Como o professor pode integrar os REDs e os REAs em seus planejamentos visando favorecer a aprendizagem significativa de seus alunos, assim como beneficiar o desenvolvimento da autonomia, criatividade e interação das crianças durante as aulas?

4. De que maneira os conhecimento desses recursos (RED e REA) podem ser facilitados e  de que forma o professor pode ter contato com esses recursos?




quarta-feira, 16 de abril de 2025

PBL Tema 5 - Educação Híbrida

 A Educação passa por diferentes transformações ao longo da sua história, seja na forma de ensinar, aprender, forma de pensar o sistema de ensino. Nos anos 2025 vive-se o momento mais atual da Cultura Digital em toda a sociedade, mas esta Cultura Digital ainda parece refletir pouco nos métodos e sistemas de ensino brasileiros.

Os alunos que temos atualmente na Educação Básica são os nativos digitais de duas gerações, geração Z e geração Alfa. Estes alunos em sua maioria vivem a Cultura Digital, salvo os excluídos digitais, expressando seus pensamentos, comunicar com os pares, entretenimento, busca de notícias, entre outros. Por que não utilizar desta Cultura Digital como aliada para o ensino aprendizagem? 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prega que as Tecnologias Digitais (TDs) devem estar presentes no ensino aprendizagem dos estudantes brasileiros, sendo parte integrante do processo e objetivo de alcance de diferentes habilidades e competências. Surge neste sentido a Rede de Inovação para a Educação Híbrida (RIEH) que busca estimular e implantar uma rede de apoio para que os sistemas de ensino implantem definitivamente a Educação Híbrida em suas escolas.

Clorisvaldo, professor de uma escola do ensino médio que aderiu ao programa da RIEH, precisa trabalhar sua disciplina na perspectiva da Educação Híbrida, mas sente anseio em como implantá-la, pois percebe que alguns de seus alunos não possuem acesso a aparelho celular ou outras ferramentas que permitam o acesso à internet. Também percebe que os estudantes no qual possuem acesso à internet e aos aparelhos, em sua maioria utilizam os artefatos digitais com fins diversos aos educacionais, sendo assim, o professor se ver angustiado em como estimular e orientar estes estudantes a utilizarem os aparelhos adequadamente para fins educacionais.

PERGUNTAS

1 – Qual a definição de Educação Híbrida?

2 – Qual a diferença entre Educação Híbrida e Educação a distância?

3 – Como os professores podem implantar a Educação Híbrida em suas aulas afim de incluir a Cultura Digital no processo de ensino aprendizagem dos estudantes nativos digitais?

4 – Com a utilização cada vez mais rotineira das comodidades das tecnologias, nossa forma de pensar, nos comunicar e aprender são modificadas, então, como a Educação Híbrida pode influenciar a formação da consciência crítica dos estudantes em uma sociedade cada vez mais mediada por algoritmos e dados?

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

LIMA, Daniela da Costa Britto Pereira. Educação Híbrida em Contexto com a RIEH: conceitos e orientações pedagógicas. Projeto Desenvolvimento da rede de inovação para educação Híbrida/UFAL, Ibsen Mateus Bittencourt (Coordenador). Maceió: Edufal, 2024.

Pimentel, F. S. C., Rita, L. P. S., Pinto, I. M. B. S., Junior, N. B. dos S., & Amaro, M. J. R. (2024). Educação Híbrida na formação de gestores: uma visão experiencial dos impactos e desafios. EmRede - Revista De Educação a Distância, 11. https://doi.org/10.53628/emrede.v11i.1080

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BRASIL. Lei nº 14.945/2024. Estabelece a Política Nacional de Ensino Médio. 2024. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-14945-31-julho-2024-796017-publicacaooriginal-172512-pl.html. Acesso em: 12 de abr. 2025.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Resolução CNE/CEB nº2 de 13 de novembro de 2024. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/ceb-n-2-de-13-de-novembro-de-2024-596119533. Acesso em: 12 de abr. 2025.

quarta-feira, 9 de abril de 2025

PBL Tema 4 – Educação a Distância

Em uma reunião do Comitê de Gestão Acadêmica de uma instituição pública de ensino superior, a equipe pedagógica foi convocada para discutir os desafios enfrentados pelos cursos ofertados na modalidade de Educação a Distância (EaD). O ponto central da pauta foi o alto índice de evasão detectado nos cursos EaD da instituição, que está acima da média nacional.

Segundo dados do INEP (Censo da Educação Superior), embora a EaD representa atualmente mais de 60% das matrículas em cursos de graduação no país, os índices de evasão são preocupantes, chegando a ultrapassar 50% em determinadas regiões e instituições. Esses números contrastam com o discurso de democratização do acesso ao ensino superior, frequentemente associado à modalidade.


Além da evasão, o comitê também se debruça sobre questões relacionadas à qualidade do ensino oferecido, que tem sido alvo de críticas de alunos e docentes. Os problemas apontados envolvem desde limitações na formação pedagógica dos tutores e professores, passando pela precariedade dos materiais didáticos e das tecnologias utilizadas, até a escassez de estratégias de acompanhamento dos estudantes.

Diante disso, o Comitê tem como desafio garantir a permanência e o sucesso dos estudantes na EaD, assegurando a qualidade da formação, frente aos altos índices de evasão identificados pelo INEP e às críticas em relação ao modelo pedagógico adotado.

Bibliografia básica:

MERCADO, L. P. L. et al. Indicadores da educação a distância no contexto da Universidade Aberta do Brasil em Alagoas: Impactos acadêmicos, pedagógicos e sócio-econômicos. Coordenadoria Institucional de Educação a Distância-Universidade Federal de Alagoas, 2012.

MOORE, Michael G.; KEARSLEY, Greg. Educação a distância: sistemas de aprendizagem on-line. São Paulo: Cengage Learning, 2013.

RICARDO, Jaison Sfogia. Impacto da nova regulamentação da EaD para as instituições de educação superior. EaD UFBA em Revista, Salvador, n. 2, 2017.

 

Bibliografia complementar:

PINTO, A. V. O conceito de tecnologia. São Paulo: Contraponto, 2008. v. 1 

PIMENTEL, Fernando Silvio Cavalcante et al. A política de expansão do ensino superior por meio da UAB em Alagoas. Interfaces Científicas-Educação, v. 7, n. 3, p. 127-138, 2019.

BATISTA, Carla Jeane Farias; SOUZA, Marisa Magalhães. A Educação a Distância no Brasil: regulamentação, cenários e perspectivas. Revista Multitexto, v. 3, n. 2, p. 11-15, 2015.

Perguntas:

1-    Qual o conceito de EaD?

 

2-    Quais os impactos sociais e educacionais da restrição de cursos EaD em regiões onde essa modalidade é a única alternativa de acesso ao ensino superior?

 

3-    Como as tecnologias digitais podem contribuir para garantir a qualidade da Educação a Distância (EaD)?

4-    Quais aspectos da regulamentação da EaD devem ser aprimorados para reduzir a evasão e melhorar a qualidade do ensino, especialmente em relação à formação de tutores, materiais didáticos e tecnologias utilizadas?


quarta-feira, 2 de abril de 2025

PBL Tema 3 - Cultura Digital

Em uma sociedade cada vez mais conectada, a tecnologia digital permeia aspectos da vida cotidiana, modificando a forma como nos comunicamos, trabalhamos, aprendemos e nos relacionamos. No entanto, a relação entre tecnologia e sociedade é complexa e bidirecional. Conforme argumentam Castells (2007) e Buckingham (2012), a tecnologia não é uma força externa que molda passivamente a sociedade, mas sim um produto da própria cultura, refletindo nossas necessidades, ou seja, a tecnologia evolui de acordo com as necessidades da sociedade. 

Em uma pequena cidade do interior, a prefeitura decide implementar um projeto com o objetivo de modernizar os serviços públicos e promover a inclusão digital. Para isso, são instalados pontos de acesso Wi-Fi gratuito em praças e escolas, além de serem distribuídos tablets para os alunos da rede municipal. 

Júlia, uma professora de história, decide aproveitar os novos recursos para tornar suas aulas mais interativas. Ela cria um grupo no whatsapp para os alunos compartilharem pesquisas e debaterem sobre os eventos históricos solicitados em aula, e utiliza aplicativos de realidade aumentada para simular visitas a museus e sítios arqueológicos. 

No entanto, Júlia logo percebe que muitos alunos não estão familiarizados com as ferramentas digitais e têm dificuldades em utilizá-las de forma produtiva. Além disso, ela nota que a cultura digital da cidade é bastante irregular, com alguns jovens imersos em redes sociais e jogos online, enquanto outros têm pouco ou nenhum contato com a tecnologia.

Bibliografia básica: 

PIMENTEL, F. S. C. A Aprendizagem das crianças na Cultura Digital. 2ª ed. rev e ampl. Maceió: Edufal, 2017. 

PINTO, A. V. O conceito de tecnologia. São Paulo: Contraponto, 2008. v. 1 

MORAIS, Anuar Daian de. FAGUNDES, Léa da Cruz. A inclusão digital da escola ou a inclusão da escola na cultura digital?. n. 19 (2011) .


Bibliografia complementar: 

https://open.spotify.com/episode/46mLDZb7tumPJYZd9olpTt?si=SdOcc0qxS7uhq7VJ7dLhUw https://open.spotify.com/episode/3UiJbuxrCYtwBR9LSnUJnP?si=ztaJf-rNQbaFXu5pw-tQeA https://open.spotify.com/episode/4AxntPIWUH4wRcrwk9zddH?si=zPEHuSL-QvqveoIzZg7mjA https://open.spotify.com/episode/4W1rKMb8zhoBxazvooJks2?si=TvIvsDm2RienPp6LNV1Aqg 

Questões do PBL 3:

1. Qual a definição (e o conceito) de Cultura digital?

2. Qual a definição (e o conceito) de Inclusão digital?

3. Como as políticas públicas de inclusão digital podem considerar a diversidade cultural e as diferentes formas de apropriação da tecnologia, a fim de promover uma cultura digital mais equitativa e inclusiva?

Obs.: Material de estudo disponível no drive!

quarta-feira, 26 de março de 2025

PBL Tema 2 - Tecnologia Digital


Ricardo é recém-formado em Licenciatura em Matemática por uma universidade pública e, ao concluir seu curso, foi contratado para lecionar no 9º ano do Ensino Fundamental em uma escola inovadora na capital de seu estado. Durante a graduação, Ricardo teve contato com algumas ferramentas digitais, mas seu foco maior sempre esteve em dominar os conteúdos matemáticos e as práticas tradicionais de ensino. Na entrevista de emprego, demonstrou segurança ao falar sobre a importância do raciocínio lógico e da resolução de problemas, mas teve dificuldades ao ser questionado sobre estratégias de ensino híbrido, plataformas de aprendizagem e personalização do ensino por meio da tecnologia.

Ao chegar em sua nova sala de aula, Ricardo percebeu que cada aluno dispunha de um tablet fornecido pela escola, com acesso a um ambiente virtual de aprendizagem que integra jogos educativos, trilhas de aprendizagem personalizadas e ferramentas de colaboração online. No entanto, sua primeira aula seguiu um formato expositivo tradicional, utilizando o quadro branco para resolver equações e solicitar que os alunos copiassem os exemplos. Muitos estudantes demonstraram desinteresse, desviando a atenção para os tablets ou conversando entre si.

No final do dia, Ricardo participou de uma reunião pedagógica onde foi informado de que a escola adota o modelo de sala de aula invertida e valoriza práticas pedagógicas que integrem tecnologias digitais de forma ativa. Ele saiu da reunião preocupado, pois percebeu que precisará rever sua abordagem de ensino e buscar formas de utilizar os recursos digitais disponíveis para engajar os alunos e atender às expectativas da escola. Além disso, sentiu falta de um espaço de apoio para discutir suas dificuldades e compartilhar experiências com outros professores em relação ao uso das tecnologias digitais na prática pedagógica.

Bibliografia Básica:

CHARTER, Roger. Cultura escrita e mundo digital: mutações, desafios e perspectivas. In: BOTO, Carlota. (org.) Cultura Digital e Educação. São Paulo: Contexto, 2023. p. 57-85.

HESS, Frederick M.; GIFT, Thomas; CULLINANE, Mary. School of the Future and High School Redesign. In.: CULLINANE, M.; HESS, Frederick M. (Edited) What Next? Educational Innovation and Philadelphia’s School of the Future. Havard Education Press: Cambridge, MA, 2010. p. 1-19.

GORDON, David T. Curriculum Access in the Digital Age. In.: GORDON, David T. Better Teaching and Learning in the Digital Classroom. Havard Education Press: Cambridge, MA, 2003. p. 79-91.

PINTO, A. V. O conceito de tecnologia. São Paulo: Contraponto, 2008. v. 1

SOUZA, Robson Pequeno de; MOITA, Filomena da MC da SC; CARVALHO, Ana Beatriz Gomes (Orgs.). Tecnologias digitais na educação. Campina Grande: EDUEPB, 2011.

 

Bibliografia Complementar:

SILVA, E. N.; LIMA, F. J. de. Tecnologias digitais na formação de professores: um panorama de pesquisas apresentadas no encontro nacional de educação matemática. Boletim Cearense de Educação e História da Matemática, [S. l.], v. 8, n. 23, p. 892–905, 2021. DOI: 10.30938/bocehm.v8i23.4868. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/BOCEHM/article/view/4868. Acesso em: 24 mar. 2025.

Formação de professores e o uso das tecnologias digitais na sala de aula. Múltiplos Olhares em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 13, 2023. DOI: 10.35699/2237-6658.2023.26785. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/moci/article/view/26785. Acesso em: 24 mar. 2025.


Perguntas:

Qual a definição de Tecnologias Digitais?

Em que sentido as Tecnologias Digitais se diferenciam das Tecnologias da Informação e Comunicação e das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação e de que forma estes conceitos mudam a maneira como se percebe a Educação?

Como a formação inicial de professores pode integrar práticas pedagógicas com tecnologias digitais para preparar os futuros docentes para ambientes escolares inovadores?


PBL Tema 1 - resposta elaborada

Resposta elaborada:

O discente deve compreender o conceito de tecnologia, presente em toda a história humana, compreendendo os perigos de uma interpretação da tecnologia como vilã ou salvadora da educação. Deve também ser capaz de entender como qualquer formação para a incorporação das tecnologias em atividades educacionais perpassa por uma análise e estudo teórico, mas também de experiências concretas de análise e desenvolvimento de tais artefatos.

É necessário compreender que a assimilação do conceito de tecnologia propicia uma reflexão crítica de suas possibilidades, mas também das problemáticas inerentes, quando não há uma educação para o uso dos artefatos tecnológicos atuais.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Desafios e Perspectivas do Conceito de Inovação em Educação

Nos debates contemporâneos sobre educação, o termo "inovação" aparece frequentemente associado a tecnologias digitais, metodologias ativas e novas formas de organização do ensino. No entanto, até que ponto compreendemos, de fato, o que significa inovar em educação? Mais do que a simples adoção de ferramentas tecnológicas, a inovação envolve a capacidade de repensar práticas pedagógicas, questionar modelos tradicionais e promover transformações significativas nos processos de ensino e aprendizagem.

A crítica ao uso acrítico do conceito de inovação passa, necessariamente, pela reflexão sobre seus impactos reais no cotidiano educacional. Inovar não deve ser encarado como um fim em si mesmo, mas como um movimento contínuo de revisão e aprimoramento das práticas pedagógicas em diálogo com as demandas sociais e culturais do nosso tempo. Isso implica considerar quem se beneficia dessas mudanças, quais conhecimentos são valorizados e como as tecnologias podem ser utilizadas para ampliar o acesso e a qualidade da educação, sem reforçar desigualdades existentes.


Para aprofundar essa reflexão, recomendamos a leitura do primeiro capítulo do livro "Tecnologias Digitais e Inovação em Educação: Abordagens, Reflexões e Experiências", organizado pelos pesquisadores Alan Pedro da Silva e Fernando Silvio Cavalcante Pimentel. Neste capítulo vocês terão acesso a uma análise crítica do conceito de inovação, discutindo suas múltiplas facetas e as implicações para a prática docente em um cenário marcado por rápidas transformações tecnológicas.

A leitura desse material é essencial para quem deseja ir além do discurso superficial de modernização e compreender como a inovação pode ser pensada de forma crítica, contextualizada e voltada para a promoção de uma educação mais democrática e significativa. Explore essa perspectiva e amplie sua compreensão sobre os desafios e as possibilidades de inovar em educação.


Livro gratuito e disponível para download em:

quarta-feira, 19 de março de 2025

PBL Tema 1 - O que é tecnologia

Problema: Os documentos oficiais, inclusive a BNCC, indicam que na escola os alunos devem aprender com as TD, de forma crítica e construtiva. As secretarias de educação buscam montar um plano de capacitação para o uso efetivo das TD junto aos professores da rede de ensino, mas por outro lado as escolas não contam com infraestrutura para o uso destes artefatos, ou para a inclusão de metodologias participativas. Na formação inicial dos professores, na graduação, pouco se usa as TD ou não se desenvolve uma didática que envolva recursos digitais educacionais, tais como podcasts, audiobook, webrádio, videoaulas, animação, HQ, Simulação, RA e RV, jogos (analógicos ou digitais)... Por outro lado, as TD estão cada vez mais disponíveis no cotidiano, na Cultura Digital. A população e os professores parecem não compreender o que é Cultura Digital. Professores não compreendem o que é tecnologia e os preconceitos impedem o uso das TD em práticas educativas participativas e inovadoras.

 

Bibliografia Básica:

PIMENTEL, F. A Aprendizagem das crianças na Cultura Digital. 2ª ed. rev e ampl. Maceió: Edufal, 2017.

PINTO, A. V. O conceito de tecnologia. São Paulo: Contraponto, 2008.


Bibliografia Complementar:

ALLY, M. 2009. Mobile learning: Transforming the delivery of education and training, Edmonton: Athabasca University Press. Disponível em: http://scholar.google.com/scholar_lookup?hl=pt-BR&publication_year=2009&issue=%285%29&author=M.+Ally&title=+Mobile+learning%3A+Transforming+the+delivery+of+education+and+training+& Acesso: 17 mar 2025.

LUCENA, Simone. (org). Cultura digital, jogos eletrônicos e educação. Salvador: EduFba, 2014. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/19496/1/cultura-digital-jogos-eletronico_RI.pdf Acesso: 17 mar 2025.


Objetivo de aprendizagem:

Identificar os problemas que circundam a dinâmica da escola com a sociedade numa cultura digital.

Compreender os conceitos de Tecnologia e Tecnologia da Informação e Comunicação.

Compreender o percurso evolutivo da Tecnologia e as concepções ingênuas do senso comum.

 

Perguntas que deverão ser respondidas e as respostas deverão ser levadas no próximo 26 de março de 2025:

Qual a definição (conceito) de Tecnologia?

Qual a definição (conceito) de Tecnologia da Informação e Comunicação?

Quais os discursos que existem no meio do povo e que denotam desconhecimento do que seja tecnologia e como ela pode ser utilizada em sala de aula?

Como deve ser a formação de professores para a incorporação de tecnologias digitais no contexto da educação?


Explorando a Cultura Digital na Educação: Um Olhar a Partir da Obra Organizada por Carlota Boto

No dinâmico cenário da educação contemporânea, a relação entre tecnologia, linguagens e processos educativos torna-se cada vez mais central para compreendermos os desafios e as possibilidades de ensino e aprendizagem no século XXI. Um dos livros que se destaca ao abordar essa intersecção é "Cultura Digital e Educação", organizado por Carlota Boto. Esta obra tem se consolidado como uma referência essencial para pesquisadores, educadores e estudantes que buscam aprofundar as discussões sobre as transformações promovidas pelas tecnologias digitais no campo educacional.

Sobre o Livro

Publicado em um período em que as tecnologias digitais redefinem os espaços de aprendizagem, "Cultura Digital e Educação" reúne um conjunto de textos que analisam como a cultura digital impacta as práticas pedagógicas, as relações de ensino e os processos de construção do conhecimento. A obra é composta por capítulos que exploram tanto aspectos teóricos quanto práticos, oferecendo uma visão abrangente das possibilidades e desafios que emergem da incorporação das tecnologias no cotidiano escolar.

Temas em Destaque

Os textos reunidos por Carlota Boto abordam questões fundamentais para o debate atual em educação, como:

  • A integração das tecnologias digitais na sala de aula: Análise das potencialidades e limites do uso de dispositivos digitais em ambientes formais de aprendizagem.

  • Novas formas de letramento e cultura digital: Discussão sobre a ampliação do conceito de letramento para incluir habilidades digitais e a interpretação crítica de mídias digitais.

  • Formação de professores para a era digital: Reflexões sobre os desafios enfrentados na preparação de educadores para atuar em contextos mediados por tecnologias.

  • Educação formal e não formal em ambientes digitais: Exploração de experiências educativas que extrapolam os limites da escola tradicional.

Importância para a Linha de Pesquisa "Educação, Linguagens e Tecnologias"

Para a Linha de Pesquisa Educação, Linguagens e Tecnologias, a obra de Carlota Boto oferece um alicerce teórico robusto e uma diversidade de perspectivas para embasar investigações que problematizam as interações entre educação e cultura digital. Ao articular as dimensões pedagógicas e culturais, os textos permitem compreender como as tecnologias digitais reconfiguram as práticas educativas, os processos comunicacionais e as formas de produzir e compartilhar conhecimento.

Por Que Ler "Cultura Digital e Educação"?

  • Atualização Crítica: A obra oferece uma leitura atualizada e crítica sobre os impactos das tecnologias digitais na educação.

  • Diversidade de Abordagens: Os capítulos apresentam diferentes olhares teóricos e metodológicos, ampliando as possibilidades de análise.

  • Diálogo Interdisciplinar: Ao reunir especialistas de diversas áreas, o livro fomenta um diálogo interdisciplinar fundamental para compreender as complexas relações entre educação e tecnologias.

Em resumo, "Cultura Digital e Educação", organizado por Carlota Boto, é uma leitura indispensável para quem deseja aprofundar os estudos sobre o impacto das tecnologias digitais no campo educativo e explorar caminhos inovadores para a prática pedagógica em um mundo cada vez mais conectado.

Tecnologias e Linguagens - Mestrado em Educação 2025.1 - PPGE/Cedu?Ufal

Olá pessoal, espero que todos estejam bem.

O blog da disciplina Tecnologias e Linguagens (2025.1), do Mestrado em Educação do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), é um espaço virtual dedicado ao aprofundamento das discussões sobre as interações entre tecnologia, linguagens e práticas educativas. Criado como parte das atividades acadêmicas, o blog visa promover a divulgação científica, compartilhar reflexões teóricas e práticas, e estimular o diálogo interdisciplinar em torno dos desafios e das possibilidades que emergem no campo da educação mediada por tecnologias digitais.

Ele será instrumento específico para que possamos sempre ter os textos de cada PBL em um único espaço, facilitando nosso percurso de estudo.

Neste ambiente digital, vocês também poderão publicar suas análises críticas, resenhas de obras relevantes, estudos de caso e relatos de experiências que exploram as múltiplas dimensões das tecnologias e das linguagens no processo educativo. Além de ser um espaço de socialização do conhecimento produzido em sala de aula, o blog amplia o alcance dessas reflexões para a comunidade acadêmica e para educadores interessados em compreender como as transformações tecnológicas impactam a educação em diferentes contextos e níveis de ensino.

E para deixar registrado a ementa deste componente obrigatório de nossa linha de pesquisa é: Conceitos de tecnologias e sua relação com a educação. Tecnologias da cultura escrita e digital, no contexto das práticas de linguagens e dos múltiplos/multiletramentos. Recursos tecnológicos, metodologias e avaliação nas diferentes modalidades educacionais.

São nossos objetivos:

• Compreender a evolução das tecnologias da cultura escrita e digital e seu impacto nas práticas educacionais.

• Analisar os multiletramentos no contexto das tecnologias e sua relação com a aprendizagem.

• Explorar recursos tecnológicos e metodologias inovadoras aplicadas às diferentes modalidades educacionais.

• Desenvolver estratégias de avaliação que integrem as tecnologias digitais ao acompanhamento da aprendizagem.

Desejo a todos, bom estudo!

Propostas para os temas dos artigos - entrega até 16 de julho

Sobre o artigo (paper). Deverá ser de 10 a 15 páginas, sobre temática da área do problema desenvolvido. O artigo será individual para os alu...